Indiciados por queda de avião da Voepass incluem dono da empresa

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A Polícia Federal, em um relatório divulgado na quinta-feira, 6, indiciou 16 funcionários e ex-funcionários da Voepass em relação à queda de um avião da empresa em Vinhedo, que resultou na morte de 62 pessoas em 2024. Dentre os indiciados, 15 enfrentam acusações de atentado contra a segurança do Transporte Aéreo, enquanto um deles é acusado de falsidade ideológica. Os indiciados são considerados responsáveis ou cúmplices do acidente, seja por ação ou negligência.

Entre os indiciados está José Luiz Felício Filho, que ocupa o cargo de diretor-presidente e é dono da Voepass. O inquérito agora será enviado ao Ministério Público Federal (MPF), que avaliará se apresentará denúncia contra os envolvidos. Caso sejam condenados, as penas podem variar de 8 a 24 anos de prisão. Todos os indiciados estão impedidos de deixar o País até que o MPF finalize sua análise.

Em nota, a Voepass destacou que a Segurança Operacional sempre foi uma prioridade para a empresa e que suas tripulações são constantemente orientadas a seguir rigorosamente os procedimentos adequados a cada situação operacional.

José Luiz Felício Filho, conhecido como comandante Felício, é piloto há mais de 30 anos e assumiu a presidência da Voepass em 2004. O relatório da Polícia Federal aponta que Felício deveria ter atuado para interromper as omissões relacionadas à manutenção e operação das aeronaves da companhia. Além disso, os investigadores afirmam que ele tinha pleno conhecimento dos graves problemas técnicos enfrentados pela frota da empresa.

O documento também revela que, em processos da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Felício era o responsável por atender às intimações eletrônicas dirigidas à Voepass, sendo a pessoa que formalmente tomava ciência das não conformidades apontadas pela agência ao longo dos anos.

Diálogos registrados na caixa-preta do avião que caiu em Vinhedo indicam que a aeronave apresentava falhas recorrentes que não eram sinalizadas pela tripulação. A causa do acidente foi identificada como a perda de controle em voo, resultante do acúmulo de gelo na aeronave e da inoperância do sistema operacional.

Com informações gmconline.com.br

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