Os alvos mencionados nas discussões incluíam o espaço onde aconteceria o debate entre os candidatos no segundo turno das eleições. Uma das mensagens trocadas contemplava a possibilidade de “explodir o edifício do debate onde os eleitos do 2º turno irão debater”. Além disso, as mensagens revelavam tentativas de identificar alvos prioritários para uma ação ainda mais abrangente, com um integrante sugerindo que “vocês deveriam listar os principais alvos para garantir o sucesso da revolução”.
O acompanhamento das comunicações foi realizado com o apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O ministro Wellington César Lima e Silva destacou que o conteúdo identificado indicava que os planos discutidos eram mais sérios do que simples manifestações virtuais. “Não eram práticas inocentes. O que estava ali sendo engendrado eram atentados sérios”, afirmou o ministro.
A investigação culminou em uma operação realizada na última terça-feira (4), que resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão em oito cidades de cinco estados. Os suspeitos enfrentam investigações por crimes como associação criminosa, apologia ao nazismo e incitação ao crime. Dispositivos como computadores e celulares apreendidos estão sendo analisados pelas autoridades.
O delegado responsável pela investigação enfatizou que havia elementos suficientes para justificar a adoção de medidas antes que os planos se concretizassem. “A gente acredita que eles levariam [o plano] à frente. E a nossa teoria aqui é que a gente não vai pagar para ver”, declarou o delegado.
O ministro Wellington César Lima e Silva também ressaltou a necessidade de uma reação social contra a disseminação de ideias extremistas. “O sentimento do extremismo será sempre contra o pluralismo. E nós todos, democratas, cidadãos, temos que estar vigilantes em relação a isso”, concluiu o ministro.




