Novas regras da CBF buscam aumentar o tempo de jogo no Brasileirão

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A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou, nesta segunda-feira (10/8), a aprovação de um conjunto de novas regras que será implementado a partir da 23ª rodada do Campeonato Brasileiro. A decisão foi tomada em uma reunião com representantes dos 40 clubes das Séries A e B e visa aumentar o tempo efetivo de bola em jogo, além de reduzir as interrupções nas partidas.

Um estudo realizado pela CBF Academy em parceria com a Opta revelou que os jogos da Série A atualmente apresentam uma média de 52 minutos e 54 segundos de bola rolando. A CBF estabeleceu como meta elevar esse tempo para entre 57 e 58 minutos a curto prazo, com a intenção de alcançar até 59 ou 60 minutos em um futuro próximo.

Entre as principais alterações, destaca-se a nova regra que limita o goleiro a oito segundos para manter a bola em suas mãos. Caso esse tempo seja excedido, o time adversário terá direito a um escanteio. Além disso, os tiros de meta e laterais também terão um prazo de cinco segundos para serem executados, reforçando a necessidade de agilidade nas cobranças.

Outra mudança relevante diz respeito ao atendimento médico em campo. Jogadores que necessitarem de assistência médica deverão permanecer fora do jogo por um minuto antes de retornar. Para os goleiros, um jogador de linha da mesma equipe também deverá deixar o campo pelo mesmo período. Essa regra, que não foi utilizada na Copa do Mundo, é uma das inovações mais significativas do novo pacote de medidas.

As substituições também terão um novo tempo limite: os atletas terão dez segundos para deixar o campo, e o não cumprimento desse prazo poderá resultar em cartão amarelo. A comunicação com a arbitragem será restrita aos capitães, e os demais jogadores deverão se afastar durante as discussões. A nova regra conhecida como “protocolo Vini Jr.” prevê que cobrir a boca durante conversas com adversários pode resultar em cartão vermelho.

Além disso, o VAR terá a possibilidade de revisar situações envolvendo um segundo cartão amarelo que leve à expulsão. No entanto, a revisão de escanteios que resultem em gol ou pênalti só será permitida a partir de 2027.

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