Em Aracaju, o Maringá reencontra a confiança — e ganha sobrevida na Série C

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Claro, irmão. Aqui eu faria uma coluna mais equilibrada, porque tem uma alfinetada importante no Moisés, mas também precisa reconhecer que o time mostrou outra postura depois da saída dele. E dá para explorar bastante essa questão do gramado do Batistão.

Em Aracaju, o Maringá reencontra a confiança — e ganha sobrevida na Série C

O Maringá FC foi até Aracaju, encarou o Confiança, que luta contra o rebaixamento na Série C, e voltou para casa com um empate.

Se olharmos apenas para a tabela, talvez o resultado pareça pouco.

E, sinceramente? O melhor cenário seria mesmo voltar para Maringá com os três pontos na bagagem.

Mas futebol também é contexto.

E, para um Maringá que vinha precisando desesperadamente recuperar a confiança, voltar para casa com um ponto, uma atuação mais segura e, principalmente, a sensação de que o time voltou a competir, pode valer muito mais do que parece.

O Dogão ainda está vivo.

Agora restam seis pontos em disputa, e o sonho da classificação para a próxima fase continua de pé.

O Maringá entrou bem em campo, mostrou vontade, brigou por cada bola e, principalmente, apresentou uma postura diferente.

Mas vamos combinar uma coisa?

Mais difícil que o próprio Confiança foi o gramado da Arena Batistão.

A bola não corria. Pingava.

Dominar era difícil. Tocar de primeira era quase um desafio. Construir jogadas então, nem se fala.

Para um time que gosta de trabalhar a bola e jogar com intensidade, aquele gramado certamente não ajudou.

Mesmo assim, o Maringá não se entregou.

Mostrou garra, mostrou vontade e conseguiu fazer mudanças durante a partida que deram outra cara ao time.

E aqui está talvez o ponto mais interessante da noite.

Depois da saída de Moisés Egert, o Maringá começa a mostrar uma cara diferente.

Coincidência?

Pode ser.

Mas futebol é feito de momento, e o momento agora parece ser de um time que voltou a acreditar.

Não foi uma vitória. Não era o resultado ideal.

Mas foi um empate que pode ter colocado novamente o Maringá no caminho da confiança.

E talvez seja justamente isso que o Dogão precisava antes das duas últimas rodadas.

Agora é voltar para casa, descansar, colocar a cabeça no lugar e preparar o próximo jogo.

Porque ainda faltam seis pontos.

E enquanto existir possibilidade matemática, existe sonho.

O Maringá ainda está vivo.

E talvez, depois de tanto tempo procurando uma resposta, o Dogão finalmente tenha encontrado algo que estava faltando:

confiança.

Foto: @lukiinhasalmeida / Lucas Almeida

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