
Maringá segura a Barra, vence de virada e mantém vivo o sonho na Série C
O Maringá precisou literalmente segurar a Barra dentro de casa.
Em uma partida sofrida, daquelas que fazem o torcedor olhar para o relógio a cada minuto, o Dogão venceu o Barra-SC por 2 a 1, de virada, e conseguiu algo que parecia cada vez mais distante: colocar novamente o sonho da classificação para a próxima fase da Série C nas próprias mãos.
Não foi bonito.
Não foi fácil.
Mas foi uma vitória que vale muito mais do que três pontos.
O Maringá saiu atrás, precisou correr atrás do prejuízo e mostrou uma coisa que vinha faltando em alguns momentos da competição: poder de reação.
E no futebol, às vezes, é exatamente isso que separa quem continua sonhando de quem começa a fazer contas para a próxima temporada.
A torcida sofreu. O time sofreu. A partida parecia não querer colaborar.
Mas aí apareceu Giovani.
Depois de um período de jejum, o atacante encontrou o caminho das redes justamente quando o Maringá mais precisava. E não foi qualquer gol.
Foi o gol da virada.
Foi o gol que fez o WD respirar aliviado.
Foi o gol que colocou o Dogão novamente na zona de classificação.
E olha que interessante: depois de tantos tropeços, questionamentos e momentos em que parecia que a vaga estava escapando pelos dedos, o Maringá chega à última rodada dependendo de si para continuar vivo.
Agora é confronto direto.
No próximo sábado, o Dogão encara o Paicandu em uma partida que promete ser daquelas em que cada dividida vai valer ouro.
A conta é simples.
O Maringá está na zona de classificação e sabe que não pode desperdiçar a oportunidade.
Hoje, o time não precisava jogar bonito.
Precisava vencer.
E venceu.
Precisou segurar a Barra, buscar a virada e sofrer até o apito final.
Mas conseguiu.
Agora falta mais um passo.
Mais 90 minutos.
Mais uma decisão.
E talvez o Maringá tenha chegado exatamente onde queria estar: vivo, dentro da zona de classificação e com a chance de decidir o próprio destino.
No próximo sábado, não tem desculpa.
É jogo para deixar tudo em campo.
Porque depois de tanto sofrimento, o torcedor do Dogão já sabe:
se for para passar, vai ser sofrido. Mas vai ser emocionante até o último minuto.
Alexandre Henrique.




