O Tribunal do Júri da Comarca de Marialva proferiu, na quinta-feira, 27, a condenação do sargento aposentado Haroldo Augusto da Cruz, que foi sentenciado a 37 anos, 8 meses e 3 dias de prisão pelo feminicídio da ex-companheira, Viviane Aparecida Castro Furlan. O julgamento, que se estendeu até o início da noite no Fórum da Comarca de Marialva, tratou de um dos casos mais significativos na região relacionado à violência contra a mulher.
Haroldo foi considerado culpado pelo assassinato de Viviane, que ocorreu em janeiro de 2024, quando a vítima foi atacada com pelo menos 13 golpes de faca. A pena imposta deve ser cumprida em regime fechado. O Conselho de Sentença, composto por sete jurados, decidiu pela condenação, considerando que o réu cometeu o crime por motivo fútil e utilizou meios cruéis que dificultaram a defesa da vítima.
O advogado Jackson William Bahls, que representa a família de Viviane e atuou como assistente de acusação junto ao Ministério Público, elogiou a decisão do júri, classificando-a como exemplar. O crime de feminicídio, que repercutiu amplamente no Paraná, foi o primeiro do tipo registrado no estado em 2024.
Viviane, que tinha 38 anos, foi assassinada na madrugada do dia 2 de janeiro de 2024. As investigações revelaram que Haroldo não aceitava o término do relacionamento, que durou cerca de 14 anos. Durante esse período, Viviane já havia solicitado medidas protetivas contra o ex-companheiro devido a um histórico de violência doméstica.
O crime foi presenciado pela filha do casal, que na época tinha apenas 12 anos. De acordo com os relatos, a menina tentou intervir para proteger a mãe e TAMBÉM foi agredida pelo pai. Haroldo, em seu depoimento, alegou que não acreditava que o relacionamento havia terminado e se sentia traído. Ele negou que tivesse a intenção de ferir a filha, alegando que a puxou ao tentar impedir sua entrada no caminho durante o ataque.
O delegado Aldair Silva Oliveira contestou a versão de Haroldo, afirmando que as investigações indicavam que o casal já estava separado na época do crime. Com a condenação, o Tribunal do Júri reconhece a responsabilidade criminal de Haroldo pela morte de Viviane, encerrando um julgamento que mobilizou a família da vítima e evidenciou a gravidade da violência de gênero na sociedade.
Com informações gmconline.com.br




