Um mês após o trágico acidente nas Cataratas do Iguaçu, que culminou na morte do turista holandês Mark Lensink, de 25 anos, as investigações sobre o tombamento da embarcação da empresa Macuco Safari permanecem em andamento. A Marinha do Brasil e a Polícia Civil do Paraná estão conduzindo inquéritos para determinar as causas do incidente, que ocorreu em 28 de julho, em Foz do Iguaçu.
A Capitania Fluvial do Rio Paraná instaurou um inquérito administrativo para analisar as condições de navegação, a dinâmica do acidente e as eventuais responsabilidades técnicas. Uma vistoria preliminar realizada pela Polícia Científica não revelou danos aparentes na estrutura da embarcação, deixando a cargo dos peritos da Marinha a responsabilidade por análises mais detalhadas em relação a falhas operacionais ou mecânicas. O laudo necroscópico confirmou que a causa da morte de Mark Lensink foi afogamento.
O acidente aconteceu por volta das 12h, durante um passeio privativo nas proximidades das quedas d’água, com a presença de oito pessoas a bordo: o turista, sua noiva, que tinha um casamento marcado para setembro, seus sogros, a cunhada, o namorado da cunhada e dois tripulantes da Macuco Safari. Após o tombamento, todos caíram nas águas do Rio Iguaçu. Mark foi resgatado e levado ao Hospital Municipal de Foz do Iguaçu, mas não resistiu a uma parada cardiorrespiratória.
A Polícia Civil informou que está aguardando a resposta de ofícios enviados a órgãos públicos para complementar o inquérito criminal em andamento. Em nota, a concessionária Macuco Safari afirmou que continua oferecendo suporte às vítimas e colaborando com as investigações. A empresa ressaltou que os passeios no Parque Nacional do Iguaçu seguem normalmente, com a implementação de reforços nos protocolos de segurança e navegabilidade.
As apurações em curso visam esclarecer todos os aspectos do acidente e garantir que medidas adequadas sejam adotadas para prevenir ocorrências semelhantes no futuro.
Com informações gmconline.com.br




