Fábio Aguayo afirma que acusação já encerrada pela Justiça voltou a ser usada em disputa eleitoral

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Empresário diz que episódio foi definitivamente encerrado no Judiciário e anuncia medidas nas áreas eleitoral, cível e criminal

O empresário e dirigente ligado aos setores de bares, restaurantes, entretenimento e turismo, Fábio Aguayo, voltou a se manifestar sobre a circulação de conteúdos que relacionam seu nome a uma acusação de importunação sexual. Segundo ele, o episódio já foi analisado pela Justiça e terminou com absolvição definitiva.

O processo criminal tramitou em segredo de Justiça. Por esse motivo, informações protegidas e o número do processo não serão divulgados.

De acordo com Aguayo, a decisão judicial resultou em absolvição, com trânsito em julgado. Posteriormente, embargos de declaração alteraram expressamente o fundamento da sentença para o artigo 386, inciso III, do Código de Processo Penal, indicando que o fato atribuído não constituía infração penal.

Na avaliação do empresário, portanto, não houve uma condenação posteriormente anulada ou revertida. A acusação foi submetida à análise judicial e terminou com uma decisão absolutória definitiva.

“Uma acusação não pode ser transformada em condenação simplesmente porque continua sendo repetida. Fui acusado, fui julgado, fui absolvido e a decisão transitou em julgado. A Justiça já se manifestou”, afirma.

Aguayo diz que apontou motivação política desde o início

Fábio Aguayo afirma que, desde o surgimento da acusação, sustentou que o episódio estaria sendo utilizado com finalidade política.

Segundo ele, essa posição foi apresentada ainda durante seu depoimento na delegacia e posteriormente defendida no processo judicial. Aguayo afirma que acreditava que sua exposição poderia ser utilizada para atingir também o senador Sérgio Moro, com quem mantém relação profissional e pessoal.

O empresário também questiona a relação que mantinha com o homem responsável pela acusação. Conforme seu relato, tratava-se de uma pessoa de seu círculo de convivência, que ele considerava amigo e que possuía atuação política.

“Eu sempre disse que havia uma questão política por trás disso. O que mais me surpreendeu foi alguém que fazia parte da minha convivência usar uma relação de amizade para criar uma situação como essa”, declarou.

Caso volta a circular durante o período eleitoral

Aguayo afirma que, anos após o episódio, conteúdos relacionados à acusação voltaram a ser compartilhados em redes sociais, grupos de WhatsApp e materiais de natureza política.

Segundo ele, o assunto também teria sido utilizado em propaganda eleitoral atribuída ao PSD, legenda ligada ao governador Ratinho Junior e ao candidato Sandro Alex.

A utilização do caso no contexto eleitoral motivou medidas perante a Justiça Eleitoral. Segundo Aguayo, houve decisão judicial envolvendo a retirada de conteúdo considerado falso e menção ao fato de que a acusação havia terminado com decisão absolutória transitada em julgado.

O empresário afirma que a divulgação fragmentada do episódio pode levar o eleitor a acreditar que houve uma condenação, ignorando justamente o resultado final do processo.

“Se existe liberdade para falar sobre uma acusação, também existe a obrigação de apresentar o desfecho completo. Não é correto contar apenas o começo da história e esconder que a Justiça já analisou o caso e decidiu pela absolvição”, afirma.

“A política suja tenta destruir a honra das pessoas”

Para Aguayo, a repetição de uma acusação sem a apresentação de seu desfecho judicial pode provocar danos à reputação de uma pessoa, principalmente durante uma eleição.

Ele classifica esse tipo de estratégia como uma tentativa de transformar uma acusação antiga em instrumento de disputa política.

“A política suja tenta destruir a honra das pessoas para ganhar uma eleição. Você acusa, repete a acusação milhares de vezes e cria a impressão de que aquilo foi comprovado. Mas uma acusação não vira condenação pela quantidade de vezes que é publicada”, declarou.

Aguayo ressalta que não pretende impedir críticas ou o trabalho da imprensa. Segundo ele, sua contestação está relacionada à forma como o episódio vem sendo apresentado ao público.

Medidas são adotadas nas áreas eleitoral, cível e criminal

Diante da continuidade da divulgação dos conteúdos, Aguayo afirma ter adotado medidas jurídicas em diferentes frentes.

Na área eleitoral, providências foram tomadas em razão da utilização do episódio em materiais de caráter político e eleitoral.

No campo cível, segundo o empresário, ações foram propostas contra veículos e responsáveis pela divulgação de conteúdos que considera descontextualizados. Entre os pedidos estão a retirada de publicações, responsabilização e indenização por possíveis danos à honra e à imagem.

Também foram adotadas medidas judiciais envolvendo as plataformas Google e Meta, com pedidos relacionados à remoção e à desindexação de materiais disponíveis na internet e nos mecanismos de busca.

Além disso, foram formulados pedidos de indenização contra responsáveis pelas publicações. A eventual responsabilidade de cada envolvido será analisada pelo Poder Judiciário.

Na esfera criminal, Aguayo informa que registrou Boletim de Ocorrência junto à Polícia Civil do Paraná no dia 6 de agosto de 2026. O registro está relacionado à utilização de seu nome e imagem em materiais que o associariam a uma suposta prática de natureza sexual e criminosa.

Entre as naturezas indicadas no registro estão calúnia, difamação e propaganda eleitoral.

“A acusação morreu na Justiça. Agora estão tentando ressuscitá-la nas urnas”

O empresário afirma que pretende utilizar todos os mecanismos legais disponíveis para impedir que o episódio seja apresentado novamente como se ainda estivesse em aberto.

“Eu disse desde o começo que havia uma motivação política e que estavam usando a minha pessoa para atingir o Sérgio Moro. Isso foi dito na delegacia e também consta na minha defesa. Agora, durante a eleição de 2026, a mesma história volta a ser utilizada. Minha honra não pode ser transformada em ferramenta eleitoral”, declarou.

Para Aguayo, o debate político deve permanecer dentro dos limites estabelecidos pela legislação e pelo respeito à reputação das pessoas.

“Eleição deve ser disputada com propostas, trabalho e voto. Se alguém quiser falar sobre esse episódio, que conte a história inteira. Pode mencionar a acusação, pode fazer questionamentos, mas precisa informar também que houve julgamento, absolvição, reconhecimento da atipicidade e trânsito em julgado. A verdade não pode ser apresentada pela metade.”

Fábio Aguayo afirma que continuará recorrendo às instituições competentes para defender sua honra e sua imagem e que eventuais responsabilidades pela divulgação dos conteúdos deverão ser apuradas judicialmente.

Para ele, o ponto central é que uma acusação não pode ser apresentada como condenação quando o processo já foi encerrado definitivamente pela Justiça.

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