Na manhã do último sábado, 19, uma pessoa foi encontrada morta dentro de uma casa localizada no Jardim Novo Horizonte, em Maringá. O corpo estava enrolado em fita adesiva e com as mãos e pés amarrados a uma das pernas da cama.
A descoberta ocorreu quando a ex-companheira da suposta vítima, preocupada com a falta de resposta a mensagens e tentativas de contato, decidiu ir até a residência. Ao chegar, ela percebeu um forte odor vindo do interior da casa e imediatamente acionou a Polícia Militar.
Os policiais, ao chegarem ao local, notaram que o mau cheiro provinha de um dos cômodos, cuja porta estava trancada com um cadeado do lado de fora. Para acessar o quarto, a equipe precisou arrombar a entrada. Dentro do cômodo, encontraram a pessoa já sem vida, amarrada e com sinais evidentes de violência.
A equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamada, mas apenas confirmou o óbito. Informações preliminares indicam que o corpo poderia estar no local há mais de dez dias. A Polícia Científica, junto com investigadores da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), foi acionada para realizar a perícia.
Durante a investigação, os policiais encontraram a residência em desordem. Roupas estavam espalhadas pelo chão, e pedaços de fita adesiva, junto a fios de cabelo e manchas que podem ser de sangue, foram localizados. Esses indícios levantaram a suspeita de que a vítima pode ter sido submetida a tortura antes de morrer.
A polícia está investigando várias linhas de apuração e não descarta a possibilidade de latrocínio, que é um roubo seguido de morte. Até o momento, a identidade da vítima não foi oficialmente confirmada. Familiares acreditam que o corpo pode ser de um homem de origem estadunidense, residente no Brasil há anos, que estava desaparecido desde o dia 3 de setembro.
Com informações gmconline.com.br




