O Hospital Universitário Regional de Maringá, vinculado à Universidade Estadual de Maringá, registrou um aumento significativo nos atendimentos referentes a acidentes com escorpiões. Nos primeiros oito meses de 2026, foram contabilizados mais de 900 casos, refletindo um aumento de 15% em comparação ao mesmo período do ano anterior, quando ocorreram 767 atendimentos.
Os dados, provenientes do Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATOX), revelam uma tendência preocupante na região. Em 2024, o número de atendimentos havia sido de 842, e em 2025, com um acréscimo de cerca de 100 casos por mês, o total de atendimentos chegou a 902 apenas nos oito primeiros meses de 2026.
A enfermeira Marcia Guedes, coordenadora do CIATOX, destacou que a situação atual caracteriza uma “crise silenciosa” na proliferação de escorpiões. O aumento das temperaturas, em decorrência das mudanças climáticas, potencializa a reprodução desses animais, que se reproduzem de forma assexuada. A ausência de predadores naturais nas áreas urbanas contribui para a rápida multiplicação desses insetos.
Marcia enfatiza a importância de ações de limpeza urbana para minimizar a proliferação de escorpiões. A limpeza de terrenos baldios, a eliminação de entulhos e o controle de insetos como gafanhotos, grilos e baratas são medidas essenciais para conter o avanço dos escorpiões. Esses insetos servem como alimento para os escorpiões, facilitando sua reprodução em áreas urbanas.
Os acidentes causados por picadas de escorpião podem variar em gravidade. Os sintomas incluem desde dores localizadas até reações mais severas, como vômitos, taquicardia e, em casos extremos, risco de morte. A atenção deve ser redobrada para crianças menores de 7 anos e idosos acima de 60 anos, que são mais vulneráveis a complicações.
Em caso de picadas, é crucial lavar bem a área afetada e buscar atendimento médico imediatamente. O manejo adequado do animal, com a captura em um recipiente seguro para identificação, é recomendado, embora o uso de soro antiescorpiônico não seja necessário em todos os casos, dependendo da gravidade da situação.
Com informações gmconline.com.br




