Justiça é cobrada pela família de vigilante assassinado em Maringá

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O julgamento de três réus pelo assassinato de Igor Santos Artigas, um vigilante de 39 anos, acontece nesta terça-feira, 6, em Maringá. O crime, ocorrido em fevereiro de 2019, levou a família a clamar por justiça, enquanto a defesa dos acusados contesta aspectos da denúncia apresentada.

Igor foi morto a tiros enquanto pilotava uma motocicleta, com investigações sugerindo que sua morte pode estar relacionada ao fato de ele ter informado autoridades sobre atividades criminosas na região. Os irmãos Alessandro e Leandro da Silva Riguetto são acusados de realizar os disparos, enquanto João Alencar do Nascimento Jacomo, conhecido como "Na Bota", teria dirigido o veículo usado na execução.

Um quarto denunciado, Maikon Wellington Ferreira, apontado como responsável por fornecer uma das armas utilizadas no crime, foi assassinado em agosto de 2023, em Paiçandu, e não será julgado. Beatriz Santos Artigas, irmã de Igor, expressou a angústia da família, afirmando que, apesar da expectativa por um julgamento justo, nenhuma pena aplicada aliviará a dor pela perda.

"A gente espera que seja aplicada a lei que a gente tem no país, a lei vigente. Lamentavelmente, a gente não pode esperar muito, porque para a família da vítima nenhuma pena que seja aplicada para eles será de conforto para nós, nenhuma", declarou Beatriz.

A defesa dos réus, liderada pelo advogado criminalista Peter Kelter, busca a exclusão das qualificadoras de motivo torpe e de recurso que dificultou a defesa da vítima. O advogado argumenta que essas alegações não se sustentam nas provas apresentadas.

Kelter destacou que o foco deve estar nas evidências do processo, ressaltando que a defesa pode até pleitear a absolvição total dos acusados. A denúncia do Ministério Público também menciona um histórico de desavenças entre Igor e os irmãos Riguetto, sugerindo que isso poderia ter influenciado o planejamento do crime.

Com informações gmconline.com.br

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