Do Projeto Manhattan à ditadura brasileira: filmes baseados em fatos reais que contam o século 20

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Seleção percorre guerras, corrida espacial e regimes autoritários em produções que transformaram episódios históricos em grande cinema

O século 20 concentrou guerras mundiais, revoluções tecnológicas e disputas políticas que redesenharam o planeta, e o cinema nunca deixou de revisitá-lo. Produções baseadas em fatos reais ajudam a entender o período e, de quebra, rendem algumas das melhores histórias já levadas à tela.

A seleção a seguir segue a ordem cronológica dos acontecimentos retratados.

Assassinos da Lua das Flores (2023) – Martin Scorsese reconstitui a série de assassinatos de integrantes da nação Osage, em Oklahoma, nos anos 1920, motivados pela riqueza do petróleo encontrado em suas terras. Lily Gladstone, Leonardo DiCaprio e Robert De Niro lideram o elenco.

A Lista de Schindler (1993) – Steven Spielberg narra como o empresário alemão Oskar Schindler salvou mais de mil judeus durante o Holocausto. O filme venceu sete Oscars, incluindo Melhor Filme.

O Jogo da Imitação (2014) – Benedict Cumberbatch vive Alan Turing, o matemático britânico que ajudou a decifrar os códigos da máquina Enigma durante a Segunda Guerra Mundial.

Oppenheimer (2023) – A cinebiografia de Christopher Nolan acompanha J. Robert Oppenheimer (Cillian Murphy), o físico que liderou o Projeto Manhattan e viu a bomba atômica ser testada em julho de 1945. O longa venceu sete Oscars, incluindo Melhor Filme. Quem quer se aprofundar na obra encontra a crítica completa de Oppenheimer no OverFlix.

Estrelas Além do Tempo (2016) – O filme conta a história de Katherine Johnson, Dorothy Vaughan e Mary Jackson, matemáticas negras da NASA cujos cálculos foram decisivos para a corrida espacial nos anos 1960, em plena segregação racial nos Estados Unidos.

Apollo 13 – Do Desastre ao Triunfo (1995) – Ron Howard reconstitui a missão lunar de 1970 que quase terminou em tragédia após a explosão de um tanque de oxigênio, com Tom Hanks no papel do astronauta Jim Lovell.

Ainda Estou Aqui (2024) – Walter Salles leva às telas a luta de Eunice Paiva após o desaparecimento do marido, o ex-deputado Rubens Paiva, levado por agentes da ditadura militar em 1971.

Vale lembrar que cinebiografias costumam condensar personagens, datas e diálogos para caber em duas ou três horas de projeção. Isso não diminui o valor histórico desses filmes, mas faz da sessão um ponto de partida, e não o capítulo final, para quem quer conhecer os fatos.

Uma dica para aproveitar melhor: pesquisar o contexto histórico depois do filme, e não antes. Assim, a experiência preserva o suspense, mesmo quando o desfecho já está nos livros de história.

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