A candidata à reitoria da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Gisele Mendes de Carvalho, destacou a necessidade de uma nova relação entre a universidade e o Governo do Paraná. Em entrevista à CBN Maringá, Gisele mencionou que sua proposta visa recuperar a autonomia administrativa e financeira da UEM, um ponto central de sua campanha. Atualmente, ela ocupa o cargo de vice-reitora e concorre no segundo turno pelo grupo intitulado "Em Defesa da UEM".
Gisele Mendes afirmou que, caso eleita, sua gestão se concentrará em resolver problemas relacionados à infraestrutura, à contratação de pessoal e à permanência estudantil. Ela ressaltou que sua candidatura representa uma ruptura com a gestão do atual reitor, criticando a centralização das decisões e divergências no plano de gestão em vigor.
A candidata também se manifestou sobre o que considera uma postura autocrática do gestor atual, afirmando que sua chapa não se opõe a todos os membros da administração, mas sim à maneira como a gestão está sendo conduzida. Um dos pilares de sua campanha é a defesa da autonomia universitária, que, segundo ela, foi restringida por legislações estaduais.
Entre as propostas de Gisele, está a busca por maior autonomia orçamentária, financeira, patrimonial e de gestão de pessoas. Ela citou como exemplo o modelo das universidades estaduais de São Paulo, que apresentam maior previsibilidade em seus orçamentos. Além disso, Gisele criticou os critérios utilizados pelo Estado para definir os repasses às universidades, argumentando que o modelo atual desconsidera os custos reais da pós-graduação e outras características da estrutura universitária.
Outra proposta importante é a gratuidade das refeições no Restaurante Universitário. Gisele afirmou que o custo real das refeições supera o valor pago pelos alunos, que já recebem subsídio da universidade. Para tornar a refeição totalmente gratuita, ela sugere a ampliação dos recursos destinados à universidade.
A candidata também mencionou a importância da criação de novos cursos de graduação que atendam às necessidades da região, ressaltando que essa expansão deve ser acompanhada de investimentos em infraestrutura e na contratação de novos servidores. O curso de Nutrição, recentemente implementado pela UEM, foi citado como um exemplo de formação que atende à demanda regional.
Com informações gmconline.com.br




