A atuação de um casal envolvido em um esquema de fraudes no Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) foi detalhada em um processo do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). A denúncia aponta que o servidor Alexandre Macedo da Rosa tinha acesso ao sistema Getran e repassava suas credenciais a terceiros, permitindo a execução de ações fraudulentas.
Shana Rodrigues Macedo, esposa de Alexandre, teria a função de gerenciar a conta bancária onde as propinas eram depositadas, muitas vezes via Pix. A utilização da conta dela tinha como objetivo disfarçar a origem do dinheiro recebido, dificultando o rastreamento das transações.
A operação que resultou na desarticulação do esquema foi deflagrada em maio e foi conduzida pela 17ª Delegacia de Polícia, localizada em Taguatinga Norte. A investigação revelou que a organização criminosa realizava transferências irregulares de veículos ao obter acesso indevido aos sistemas do Detran-DF. Estima-se que pelo menos 600 operações foram realizadas utilizando a senha de uma servidora em horários em que ela não estava de expediente.
O casal se entregou à Polícia Civil do Rio Grande do Sul em junho e, desde então, a defesa de Alexandre e Shana tem tentado revogar a prisão preventiva dos dois. Já foram protocolados quatro pedidos de liberdade na Justiça, sendo que um deles foi apresentado na quarta-feira, 26.
Além de Alexandre e Shana, a operação também teve como alvo outras pessoas, como Caio Raffael Furtado e Pedro Cruz Filho. A reportagem busca estabelecer contato com as defesas dos demais envolvidos na investigação, mantendo o espaço aberto para manifestações sobre o caso.
Com informações gmconline.com.br




