Casas Bahia demite até 2 mil funcionários e fecha 298 lojas em reestruturação

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A crise financeira enfrentada pela Casas Bahia se intensificou com a recente reestruturação da empresa. Entre os dias 13 e 14 de outubro, a varejista programou a demissão de cerca de 2 mil funcionários, um passo que marca uma das maiores reduções de pessoal nos últimos anos. Até o momento, aproximadamente 600 desligamentos ocorreram na quinta-feira, e outros 1,3 mil a 1,4 mil demissões estavam previstas para a sexta-feira, totalizando um impacto significativo na força de trabalho da empresa.

Além das demissões, a reestruturação inclui o fechamento de 298 lojas em diversas regiões do Brasil, o que representa 28,7% da rede, que contava com pouco mais de mil unidades. Essa redução é muito mais expressiva em comparação com os fechamentos anteriores, que ocorriam de forma gradual, com uma média de 20 a 30 lojas por ano. Nos últimos 12 meses, até março de 2026, a empresa já havia encerrado 26 unidades, sendo 12 da Casas Bahia e 14 do Ponto Frio.

Diante dessa nova fase, a companhia busca adaptar sua operação à realidade financeira atual. A redução de 298 lojas representa um ajuste significativo, considerando que, no final de 2025, o grupo contava com 1.042 lojas, uma queda em relação às 1.064 do ano anterior. Em 2023, a soma de pontos de venda das duas marcas era de 1.078.

A reestruturação não se limita apenas ao fechamento de lojas e demissões. A empresa também está tomando medidas para melhorar seu fluxo de caixa, incluindo a busca por prazos maiores para pagamentos à indústria e o adiamento de pagamentos a lojistas que utilizam seu marketplace, mesmo em transações realizadas via Pix.

Essas ações indicam que a Casas Bahia ainda enfrenta desafios significativos na superação de sua crise financeira, que se arrasta há alguns anos. O fechamento de quase um terço da rede de lojas, juntamente com as demissões em massa, representa uma transformação importante na estratégia da varejista. Apesar dos esforços para reduzir a dívida, os altos prejuízos e a dificuldade em gerar caixa permanecem como obstáculos para uma recuperação sustentável da empresa.

Com informações gmconline.com.br

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