Casas Bahia enfrenta investigação por pagamento de propina milionária durante recuperação

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As Casas Bahia, que atualmente está solicitando recuperação judicial devido a uma dívida que chega a R$ 17 bilhões, estão enfrentando uma séria investigação do Ministério Público de São Paulo (MPSP). A operação revelou que a varejista pagou R$ 2,98 milhões a auditores fiscais da Secretaria da Fazenda de São Paulo (Sefaz-SP) como parte de um esquema de suborno.

O objetivo desse pagamento era garantir vantagens no ressarcimento de ICMS, um tributo sobre circulação de mercadorias. As investigações apontam que mais de R$ 1 bilhão em propinas pode ter sido transferido, beneficiando várias empresas. Entre os implicados, executivos e proprietários da Fast Shop e da Ultrafarma foram detidos no decorrer do caso.

O advogado Luis Fernando Guerrero, especialista em recuperações judiciais, comentou sobre as implicações da acusação do MPSP. Ele destacou que a situação pode provocar uma “crise de confiança” em relação à empresa, que já enfrenta dificuldades financeiras e está em negociação com credores. Segundo Guerrero, essa nova revelação pode impactar ainda mais a percepção do mercado sobre a Casas Bahia.

Apesar da gravidade da situação, Guerrero observou que a investigação está em seus estágios iniciais. A comprovação da responsabilidade legal de qualquer agente ou administrador vinculado ao grupo pode levar de três a cinco anos para ser efetivada judicialmente.

O cenário atual das Casas Bahia é preocupante, pois a combinação de uma dívida massiva e a investigação de corrupção pode dificultar ainda mais sua recuperação no mercado. A varejista, que é uma das mais conhecidas do Brasil, corre o risco de ver sua reputação abalada em um momento crítico de sua trajetória financeira.

Com informações gmconline.com.br

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