Casas Bahia solicita recuperação judicial após fechamento de lojas e prejuízo significativo

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A rede varejista Casas Bahia formalizou um pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) após fechar 298 lojas e enfrentar um prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre deste ano. O requerimento foi protocolado na noite do último domingo (16) e enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A decisão de solicitar a recuperação judicial foi embasada pela companhia em um cenário macroeconômico adverso, caracterizado por altas taxas de juros, restrições de crédito e aumento dos custos financeiros. No pedido, que recebeu a aprovação do conselho de administração e do acionista controlador, a empresa ressaltou a pressão sobre o consumo e a dificuldade em encontrar alternativas de liquidez que estavam sendo planejadas.

Além do pedido de recuperação, a empresa também solicitou a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária. O pedido abrange diversas empresas vinculadas, incluindo ASAP Log – Logística e Soluções Ltda, CNT Soluções em Negócios Digitais e Logística Ltda, e Cnova Comércio Eletrônico S.A, entre outras.

No período de 13 a 14 de agosto, a Casas Bahia implementou um fechamento de 298 lojas, resultando na demissão de aproximadamente 1,9 mil funcionários. Esse fechamento representa 28,7% das pouco mais de mil unidades da rede no Brasil, sendo uma das maiores reduções de lojas realizadas pela empresa em um único movimento nos últimos anos. As demissões correspondem a cerca de 6,7% do total de colaboradores da varejista, refletindo a difícil situação enfrentada pelo setor de varejo de bens duráveis, que tem lidado com crédito elevado e diminuição da capacidade de consumo das famílias.

Apesar do prejuízo significativo, a empresa conseguiu gerar um fluxo de caixa livre de R$ 798 milhões no segundo trimestre. A dívida líquida da companhia alcançou R$ 1,2 bilhão, enquanto o patrimônio líquido terminou o trimestre negativo em R$ 8,2 bilhões.

A nova estratégia da Casas Bahia inclui um foco em tecnologia e vendas digitais, com planos de alocar recursos em projetos voltados para logística e priorização da venda de produtos através de canais digitais próprios. Além disso, a empresa planeja reduzir os estoques e vender participações em ativos, ações que visam aumentar a liquidez e ajustar a operação à sua capacidade de gerar retorno.

Com informações gmconline.com.br

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