O senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR) afirmou que o desfecho das eleições presidenciais pode impactar o julgamento de sua candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em entrevista à CBN Maringá, realizada na manhã de terça-feira, 13, Dallagnol destacou que um eventual governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tornaria mais difícil a validação de sua candidatura, em contrapartida, a vitória de Flávio Bolsonaro (PL) poderia criar um cenário mais positivo para sua situação.
Dallagnol, que foi ex-coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, expressou preocupação com a influência política nos tribunais. Ele ressaltou que, independentemente do resultado eleitoral, a decisão sobre sua candidatura deveria basear-se na Constituição, nas leis e nas evidências apresentadas. O senador eleito também mencionou que, caso o TSE decida contra sua candidatura, ele seguirá recorrendo.
O ex-procurador da República acusou o governo Lula de tentar se vingar de membros da Lava Jato e comentou sobre as dificuldades enfrentadas durante a campanha. Dallagnol afirmou que foi o primeiro candidato a ter registro deferido, mas que enfrentou uma proibição de fazer campanha imposta 15 dias antes da votação, o que comprometeu diversas estratégias de divulgação de sua candidatura.
Ele revelou que teve de rescindir 50 contratos com sua equipe e que ficou impedido de impulsionar conteúdos, participar do horário eleitoral gratuito e distribuir materiais de campanha, além de não poder pedir votos. Dallagnol expressou sua frustração ao afirmar que, mesmo estando no topo das pesquisas, a proibição o fez crer que sua situação ficaria insustentável.
Apesar das dificuldades, Dallagnol ressaltou que o apoio espontâneo dos eleitores foi crucial para manter sua candidatura competitiva. Ele destacou que muitos paranaenses lembraram de suas ações no Ministério Público Federal, citando investigações contra organizações criminosas e corrupção. Também mencionou a destinação de R$ 730 mil ao Hospital Erastinho, em Curitiba, que atende crianças com câncer, como um resultado de sua atuação.
Ao refletir sobre sua entrada na política, Dallagnol afirmou que a decisão veio da constatação de que os mecanismos de combate à corrupção estavam sendo enfraquecidos. Ele definiu o apoio dos paranaenses nas urnas como um retorno do poder, simbolizado pelo cargo de senador.
Com informações gmconline.com.br




