Paraná terá dois novos representantes no Senado Federal a partir de 2027; candidatos do PL e do Novo lideraram a disputa pelas duas vagas em jogo
Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo) foram eleitos senadores pelo Paraná nas eleições deste domingo (4). Os dois candidatos terminaram à frente na disputa pelas duas cadeiras que estavam em jogo no Estado e passam a integrar a bancada paranaense no Senado Federal a partir da próxima legislatura.
Com a eleição, o Paraná terá uma nova composição no Senado. As duas vagas disputadas neste ano correspondem aos mandatos que atualmente pertencem aos senadores Oriovisto Guimarães e Flávio Arns, que não concorreram à reeleição. (Bem Paraná)
Filipe Barros conquista uma das vagas
Deputado federal pelo Paraná, Filipe Barros amplia sua trajetória política com a eleição para o Senado. Natural de Londrina, ele iniciou a carreira eleitoral em 2016, quando foi eleito vereador do município.
Em 2018, chegou à Câmara dos Deputados e foi reeleito em 2022. Formado em Direito pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), Barros construiu sua atuação política principalmente em pautas ligadas à direita, segurança pública, infraestrutura e reformas institucionais.
Durante a campanha ao Senado, também defendeu mudanças no sistema de pedágios do Paraná, investimentos em infraestrutura e medidas de combate ao crime organizado. (Tribuna do Paraná)
Na apuração, Filipe Barros chegou a 27,39% dos votos, com 2.855.592 votos no momento em que sua eleição já estava matematicamente definida. (Claudio Dantas)
Deltan Dallagnol volta à política
Deltan Dallagnol, do Novo, também conquistou uma das duas cadeiras destinadas ao Paraná. Ex-procurador da República e conhecido nacionalmente por sua atuação na Operação Lava Jato, Deltan retorna à disputa eleitoral após ter exercido mandato de deputado federal pelo Estado.
Eleito deputado federal em 2022, Deltan teve o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral em 2023. Em 2026, voltou às urnas para disputar uma vaga no Senado pelo Paraná. (NC News)
Durante a campanha, sua candidatura esteve no centro de uma disputa judicial relacionada à sua elegibilidade, mas a candidatura foi mantida para a eleição.
Na apuração, Deltan alcançou 25,35%, o equivalente a 2.642.750 votos, quando a eleição já estava matematicamente encaminhada. (Claudio Dantas)
Duas vagas, dois novos senadores
Em 2026, cada eleitor paranaense pôde votar em dois candidatos ao Senado, já que duas das três cadeiras destinadas ao Estado estavam em disputa.
A vitória de Filipe Barros e Deltan Dallagnol deixou para trás nomes que também estavam entre os principais concorrentes, como Alexandre Curi (Republicanos) e Gleisi Hoffmann (PT). (Bem Paraná)
O resultado também representa uma mudança importante no cenário político paranaense. Filipe Barros chega ao Senado após dois mandatos na Câmara dos Deputados, enquanto Deltan Dallagnol retorna à política institucional em um novo cargo.
Nova bancada do Paraná
Com a eleição dos dois candidatos, o Paraná passará a ter uma nova configuração no Senado Federal.
Filipe Barros terá mandato de oito anos, assim como Deltan Dallagnol. Os dois assumirão as cadeiras a partir do início da próxima legislatura, em 2027.
A bancada paranaense contará ainda com o senador Sergio Moro, eleito em 2022 para um mandato que se estende até 2031, embora o cenário possa sofrer alterações em razão da disputa pelo Governo do Paraná em 2026. (Bem Paraná)
A eleição de Barros e Dallagnol consolida, portanto, uma forte mudança na representação do Paraná no Senado e coloca dois nomes de perfil conservador e de direita entre os principais representantes do Estado na política nacional.
Chamada:
Filipe Barros e Deltan Dallagnol são eleitos senadores pelo Paraná
Os dois candidatos do PL e do Novo conquistaram as duas vagas em disputa e vão representar o Paraná no Senado Federal a partir de 2027.




