Ilson Mateus Rodrigues, fundador e principal acionista do Grupo Mateus, viu sua fortuna despencar em R$ 4,2 bilhões ao longo de um ano, conforme a lista de bilionários da Forbes de 2026. O patrimônio do empresário, de 63 anos, caiu de R$ 7,7 bilhões em 2025 para R$ 3,5 bilhões neste ano.
Esse declínio ocorre em um contexto de reestruturação significativa na companhia, uma das maiores do setor de varejo alimentar do Brasil. Entre 2025 e o primeiro trimestre de 2026, o Grupo Mateus fechou 28 lojas e reduziu em 6.673 o número de postos de trabalho, diminuindo o quadro de funcionários de cerca de 47,9 mil para 41,2 mil.
As mudanças afetaram operações em estados como Maranhão, Pará, Piauí, Ceará, Sergipe e Bahia e fazem parte de uma estratégia para otimizar despesas, melhorar a eficiência e concentrar investimentos nas áreas mais rentáveis da empresa.
A queda no patrimônio de Ilson Mateus está diretamente ligada à desvalorização dos ativos do Grupo Mateus e ao desempenho da empresa no mercado. Como acionista controlador, grande parte da riqueza do empresário está atrelada à sua participação na companhia, cujas ações são negociadas na B3 sob o código GMAT3.
No segundo trimestre de 2026, o Grupo Mateus reportou uma receita líquida de R$ 9,85 bilhões, apresentando um crescimento de 12,2% em comparação ao mesmo período do ano anterior. O lucro bruto foi de R$ 2,31 bilhões, com alta de 10,4%. Entretanto, o lucro líquido alcançou R$ 237 milhões, refletindo um aumento de 11,2% em relação aos três primeiros meses de 2026, mas uma queda alarmante de 39,3% em comparação ao mesmo trimestre de 2025. As vendas nas mesmas lojas também apresentaram uma redução de 8% na comparação trimestral.
Esses dados indicam que, apesar da movimentação bilionária, a empresa enfrenta desafios significativos. Recentemente, a companhia também se deparou com questões fiscais que podem impactar ainda mais seu desempenho financeiro.
Com informações gmconline.com.br




