Rodolfo Rodrigo Notario, de 38 anos, foi sepultado na tarde desta quarta-feira, 2, no Cemitério Municipal de Paiçandu, na região de Maringá. O ato de despedida foi marcado por intensa emoção, reunindo amigos, familiares e motociclistas que se uniram para prestar suas últimas homenagens.
O velório de Rodolfo teve início na madrugada da mesma quarta-feira, na Capela do Prever, onde amigos e familiares organizaram uma homenagem especial. Um comboio de motociclistas partiu do Parque do Japão, em Maringá, por volta das 12h15, em direção ao cemitério, simbolizando a união da comunidade em um momento de luto.
Rodolfo faleceu na terça-feira, 1º, após não conseguir resistir aos ferimentos provocados por um grave atropelamento. Ele estava internado na Santa Casa de Maringá e, nos dias anteriores, sua saúde havia apresentado uma deterioração significativa. Em 26 de janeiro, a família foi informada sobre a possível investigação de morte encefálica, que se confirmou com a morte de Rodolfo na terça.
Durante a cerimônia, motociclistas se reuniram em frente ao cemitério, demonstrando solidariedade à família e reforçando a necessidade de justiça e conscientização no trânsito. A família também anunciou a doação das Córneas de Rodolfo, uma decisão que foi comunicada pelo advogado Antônio C. Manchini Xavier.
A investigação sobre o atropelamento está em andamento e, após a morte de Rodolfo, a Polícia Civil considera a possibilidade de alterar a tipificação do crime, que antes era tratado como lesão corporal grave. O delegado responsável afirmou que a análise dos elementos já reunidos poderá levar ao enquadramento como homicídio, dependendo das circunstâncias do caso.
O motorista envolvido no acidente, um estudante de Medicina, foi preso após o atropelamento, mas foi liberado em seguida mediante o pagamento de fiança no valor de R$ 15 mil. A repercussão do caso levanta questões sobre a segurança no trânsito e a responsabilidade dos condutores.
Com informações gmconline.com.br




