O Hotel Bandeirantes, conhecido anteriormente como Grande Hotel Maringá, está prestes a celebrar seu septuagésimo aniversário. Inaugurado em 22 de setembro de 1956 pela Companhia Melhoramentos Norte do Paraná, o hotel foi um marco na formação urbana e social da cidade ao longo das décadas.
Desde 2005, o hotel permanece fechado, mesmo ano em que foi tombado como Patrimônio Histórico e Cultural do Paraná. A situação gerou um debate constante entre interesses privados, a administração pública e a relevância social de preservar um espaço com tanta história. Apesar de ter sido declarado bem de interesse público pela Prefeitura de Maringá em 2017 e pelo Estado em 2018, um decreto estadual visando sua desapropriação foi anulado em 2019, complicando ainda mais o futuro do imóvel.
Atualmente, a Prefeitura de Maringá não possui planos ativos para a desapropriação do Hotel Bandeirantes. O secretário de Cultura, Tiago Valenciano, esclareceu que não há tratativas em andamento com os proprietários e que a pauta do hotel ainda não está em discussão, já que outras questões têm prioridade.
O hotel passou por diversas mudanças de propriedade desde sua inauguração, sendo vendido na década de 1960 para as Organizações Ferraretto, que também administravam outros hotéis em Londrina e São Paulo. Embora o hotel tenha um grande valor histórico e arquitetônico, nem todos os seus elementos foram tombados, o que levanta questões sobre a preservação de sua estrutura original.
Conforme o historiador Miguel Fernando, o interior do hotel ainda abriga alguns móveis da época, como máquinas de lavar e móveis nos quartos, mas muitos itens foram vendidos durante um saldão em 2005, o que diminuiu o acervo original. O futuro do Hotel Bandeirantes segue incerto, enquanto a cidade de Maringá debate a importância de preservar um de seus ícones históricos.
Com informações gmconline.com.br




