O lago do Parque do Ingá, localizado em Maringá, atingiu nesta terça-feira, 6, a marca de 480,66 metros acima do nível do mar, um valor que representa 2,66 metros acima da referência inicial. Este é o maior nível registrado pela Prefeitura de Maringá nos últimos dez anos. Dados coletados pelo Instituto Ambiental de Maringá (IAM) indicam que as melhorias na manutenção e na operação do sistema, implementadas desde 2025, foram essenciais para o resultado, além das chuvas que ocorreram na região.
No ano de 2026, diversas ações foram realizadas para otimizar o funcionamento do lago. Entre elas, destaca-se a instalação de pontos de desvio da água da chuva, o rebaixamento da soleira do canal de desvio Oeste e serviços de limpeza, desassoreamento e desobstrução dos canais. Essas intervenções têm sido monitoradas pelo IAM, que utiliza três réguas para registrar a precipitação e acompanhar o nível do lago.
Uma comparação entre os dados de 2025 e 2026 mostra mudanças significativas. Entre setembro e dezembro de 2025, o pluviômetro do Parque do Ingá registrou um total de 800 milímetros de chuva, com 42 mm em setembro, 208 mm em outubro, 218 mm em novembro e 332 mm em dezembro. Apesar do volume elevado, o nível do lago atingiu apenas 478,02 metros, o que foi considerado um dos menores níveis da série histórica.
Por outro lado, o cenário de 2026 foi diferente. Entre julho e setembro, o acumulado de chuva foi de 430 milímetros, sendo 82 mm em julho, 35 mm em agosto e 313 mm em setembro. Mesmo com um total inferior ao registrado no ano anterior, o nível do lago teve uma recuperação significativa, alcançando os 480,66 metros, o que corresponde ao nível do vertedouro. Nesse ponto, a água flui pela estrutura hidráulica e segue seu curso natural pelo Córrego Moscados.
O diretor-presidente do IAM, José Roberto Behrend, destacou que, embora as chuvas tenham desempenhado um papel importante na recuperação do lago, elas não são a única explicação para o resultado. Ele observou que se o nível do lago fosse determinado apenas pelo volume de chuva, os 800 milímetros de 2025 teriam proporcionado um resultado semelhante ou até superior ao observado em 2026. Behrend enfatizou que as melhorias nas condições de manutenção e operação do lago foram fundamentais para essa recuperação, e que as equipes continuam a monitorar o comportamento do lago.
Com informações gmconline.com.br




