Na madrugada de segunda-feira, dia 24, Kátia Andreia Beje, residente em Piraquara, Paraná, teve uma experiência angustiante ao ouvir um barulho no quintal de sua casa. Inicialmente, ela acreditou que um de seus gatos pudesse ter se machucado e decidiu investigar a origem do som. Ao se aproximar, Kátia se deparou com uma sacola que continha uma recém-nascida.
Kátia relatou que o primeiro impulso foi abrir a sacola, que estava cheia de lixo, incluindo toalhas e papel higiênico sujo de sangue. Ao verificar o conteúdo, ela sentiu a presença de uma cabeça e rapidamente percebeu que se tratava de uma criança. Em choque, a moradora pediu ajuda a um vizinho para abrir a sacola e retirar a toalha que envolvia a bebê. "Quando a gente abre o saco, abre a toalha, é uma criança, uma menina linda, maravilhosa", contou.
A recém-nascida foi encontrada ainda com o cordão umbilical e a placenta. Kátia mostrou os vestígios deixados no local e mencionou que havia sangue espalhado pelo quintal, expressando sua indignação pelo abandono da criança. Ela ressaltou que a mãe da bebê poderia ter buscado ajuda de outras formas, sem precisar se identificar. "Agora a pessoa vai pagar. Espero que ela pague pelo mal que ela fez", afirmou Kátia.
Após o resgate, a bebê foi levada para atendimento médico. De acordo com o superintendente do HC-UFPR, Adonis Nars, a criança passou por exames e permanece na UTI Neonatal. Seu estado é considerado estável, embora haja suspeita de duas fraturas que podem ter ocorrido durante o parto. Ao ser admitida na unidade, a recém-nascida apresentava sinais de hipotermia grave, mas respirava espontaneamente. A equipe médica continua a monitorar sua condição por meio de exames adicionais.
Este caso levanta questões sobre a proteção das crianças e as alternativas disponíveis para mães em situações de risco. A legislação brasileira prevê a possibilidade de entrega voluntária de bebês em hospitais, o que poderia evitar situações dramáticas como essa.




