Número de mortos em terremotos na Venezuela ultrapassa 5 mil; tragédia segue em evolução

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Mais de três semanas após os fortes tremores que atingiram o país, equipes de resgate continuam atuando em áreas devastadas enquanto milhares de famílias seguem desabrigadas.

A Venezuela enfrenta uma das maiores tragédias de sua história recente. O número de mortos provocados pelos dois fortes terremotos que atingiram o país em 24 de junho subiu para 5.069, segundo o mais recente balanço oficial divulgado nesta sexta-feira (17) pelo governo da presidente interina Delcy Rodríguez. O novo levantamento representa um aumento de 139 vítimas em relação ao boletim anterior.

De acordo com o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, o número de feridos permanece em 16.740, enquanto 17.907 pessoas continuam sem moradia em decorrência da destruição causada pelos abalos sísmicos.

Os terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorreram com poucos segundos de diferença e atingiram principalmente a região norte da Venezuela. Os tremores foram sentidos em diversos estados, provocando o desabamento de edifícios, danos em rodovias, hospitais, escolas e interrupções no fornecimento de energia e outros serviços essenciais.

Segundo o governo venezuelano, 107 abrigos temporários permanecem em funcionamento, acolhendo mais de 21 mil pessoas. Além disso, cerca de 128 mil famílias já receberam algum tipo de assistência humanitária desde o início da operação de resposta ao desastre.

As autoridades também informaram que 190 edifícios desabaram completamente, enquanto 856 construções sofreram danos estruturais, números que ainda podem aumentar à medida que novas inspeções técnicas são realizadas nas áreas afetadas.

Mesmo após mais de três semanas da tragédia, equipes de resgate continuam trabalhando na busca por vítimas em regiões onde ainda há estruturas comprometidas. Paralelamente, o governo iniciou as primeiras ações de reconstrução e assistência às famílias que perderam suas casas.

A resposta das autoridades, no entanto, tem sido alvo de críticas por parte de moradores e familiares das vítimas, que apontam demora no socorro e dificuldades na distribuição de ajuda humanitária. O governo nega as acusações e afirma que mantém uma ampla operação de atendimento nas áreas atingidas.

Com mais de 5 mil mortos, o desastre já é considerado um dos terremotos mais letais registrados na América do Sul nas últimas décadas, enquanto o número de vítimas ainda pode aumentar conforme as buscas avançam.

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