A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira, a Operação Areento de Ouro, que investiga um esquema de extração ilegal de areia do leito do Rio Paraná, na região de Guaíra, no Oeste do Paraná. A operação contou com a mobilização de cerca de 200 policiais federais e incluiu o cumprimento de 16 mandados de busca e apreensão, além de outras medidas judiciais em dez municípios do estado.
A Justiça Federal de Guaíra determinou o bloqueio de bens dos investigados, totalizando aproximadamente R$ 1,5 bilhão. Entre os principais alvos das ações estão imóveis, veículos de luxo e até um avião. A operação visa desmantelar atividades que ocorreram sem as devidas autorizações legais.
As investigações da PF revelaram a atuação de dois grupos criminosos por mais de uma década na extração irregular de areia do Rio Paraná. O material extraído era comercializado de maneira ilegal, sem as autorizações necessárias, o que configura uma série de crimes ambientais e de usurpação de bens públicos.
Além disso, os grupos investigados utilizavam estratégias de subfaturamento nas vendas e criavam estruturas empresariais para ocultar a origem dos recursos, facilitando a lavagem do dinheiro proveniente dessa atividade ilegal. O volume de areia extraído sem autorização ultrapassa 6,8 milhões de toneladas, segundo a Polícia Federal.
Diante da gravidade dos crimes, a Justiça Federal determinou o bloqueio do patrimônio estimado em R$ 1,5 bilhão, como forma de garantir a reparação dos danos e o ressarcimento aos valores relacionados às infrações investigadas. Os envolvidos na operação podem enfrentar acusações por crimes que incluem violação de normas ambientais, usurpação de bem público, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
A Polícia Federal também identificou indícios de que o esquema possui ramificações transnacionais. O inquérito policial está sendo conduzido sob sigilo na 1ª Vara Federal de Guaíra. As investigações seguem em andamento, com o objetivo de identificar todos os participantes do esquema, avaliar os danos ambientais e patrimoniais, e esclarecer o destino dos recursos obtidos de forma ilegal.
Com informações gmconline.com.br




