A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao segundo turno das eleições se depara com um momento de reflexão e cobrança por mudanças internas. Durante uma reunião para avaliar o desempenho do presidente na primeira fase da eleição, a ex-senadora Kátia Abreu fez uma sugestão que repercutiu entre os participantes: "Menos Janja, mais Alckmin". Essa declaração gerou aplausos e trouxe à tona a discussão acerca do papel da primeira-dama na campanha.
Kátia Abreu argumentou que Janja tem recebido muito destaque, enquanto o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) não tem sido suficientemente visível. A crítica, segundo a ex-senadora, não é de caráter pessoal, mas sim uma análise estratégica. Alckmin, com sua trajetória política distinta e suas conexões em setores empresariais e econômicos, é considerado uma figura que pode atrair eleitores que ainda não se identificam com Lula.
Além das observações sobre Janja, Kátia Abreu também levantou questões sobre a coordenação da campanha, mencionando a centralização das decisões na área de comunicação. Este debate se intensificou após o primeiro turno, levando a uma reflexão sobre a necessidade de ampliar o discurso para além do eleitorado já alinhado ao presidente, buscando conquistar novos votos.
A situação se complica ainda mais com a resistência de Janja em se afastar do cenário. Diante das críticas, a primeira-dama deixou claro que pretende continuar sua participação na campanha. Essa situação indica que a discussão vai além de uma simples disputa por espaço ao lado de Lula, revelando a necessidade de ajustar a estratégia para o segundo turno.
O desafio para o PT agora é encontrar um equilíbrio entre reduzir a visibilidade de Janja e aumentar a presença de Alckmin, sem alienar a base de apoio já consolidada em torno da candidatura de Lula. Essa busca por uma nova composição é crucial para ampliar a base eleitoral e conquistar aqueles que ainda permanecem céticos em relação ao presidente.




