O fenômeno meteorológico conhecido como Super El Niño já alcançou uma intensidade considerada extremamente forte, o que pode gerar alterações significativas no regime de chuvas no Brasil nos próximos meses. No Paraná, a expectativa é de precipitações superiores à média em todas as regiões, trazendo preocupações sobre temporais, enchentes e granizo, além de chuvas intensas em intervalos curtos.
O meteorologista Ronaldo Coutinho, da Climaterra, ressaltou que a última medição das regiões Niño 3 e 4, que monitoram a temperatura da superfície do Oceano Pacífico Equatorial, apontou uma anomalia de 2,3°C acima da média. Esse aumento de temperatura coloca o Super El Niño em uma categoria de intensidade extrema, com consequências que deverão ser sentidas nas próximas semanas em várias áreas do país.
Até o final de agosto, a previsão indica volumes significativos de chuva em estados como Amazonas, Mato Grosso, Goiás, Tocantins e Minas Gerais, com a região Nordeste TAMBÉM podendo registrar acumulados relevantes. Entretanto, a maior preocupação está voltada para a Região Sul, especialmente o Paraná, onde projeta-se que os três estados do Sul possam acumular mais de 470 milímetros de chuva até 24 de setembro. Os maiores volumes de precipitação devem ocorrer no Oeste de Santa Catarina e no Noroeste do Rio Grande do Sul.
Coutinho alerta que essa quantidade de água em um curto período pode levar a complicações, como o aumento de doenças fúngicas, problemas na qualidade dos grãos e erosão do solo. Isso exige que produtores rurais, cooperativas e órgãos públicos considerem os impactos do fenômeno em seus planejamentos.
Em face da possibilidade de eventos climáticos extremos, Coutinho enfatiza a importância de acompanhar as informações meteorológicas e adotar medidas preventivas antes da chegada de situações de risco elevado. Ele TAMBÉM recomenda que a população siga as orientações da Defesa Civil e busque informações junto ao Corpo de Bombeiros, prefeituras e demais órgãos oficiais, especialmente moradores de áreas suscetíveis a enchentes, alagamentos e deslizamentos.
Com o Super El Niño ainda em fase de fortalecimento, o período de outubro a dezembro de 2026 deve ser observado com especial atenção. O Paraná permanecerá entre os estados mais vulneráveis aos impactos do aumento das chuvas e temporais nos próximos meses.
Com informações gmconline.com.br




