O fenômeno Super El Niño está se intensificando no Oceano Pacífico Equatorial, com previsões indicando que sua intensidade deverá atingir um nível muito forte nos próximos meses. Especialistas projetam que o pico do fenômeno ocorrerá no final de 2026, durante a primavera e o início do verão no Hemisfério Sul. Essa situação gera preocupações No Paraná, onde são esperadas chuvas acima da média, tempestades e outros eventos climáticos severos.
Dados da Organização Meteorológica Mundial (OMM) e informações do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) revelam que o Super El Niño deve continuar atuando até os primeiros meses de 2027. O período entre outubro e dezembro de 2026 é considerado crítico, pois deverá concentrar a fase mais intensa do fenômeno. Mesmo após esse pico, os efeitos do El Niño poderão persistir, influenciando as temperaturas e as chuvas ao longo de 2027.
Os sinais de fortalecimento do Super El Niño são evidentes nas temperaturas das águas do Oceano Pacífico Equatorial. De acordo com a OMM, houve um aquecimento significativo tanto na superfície quanto em áreas subaquáticas. O índice Niño 3.4, que serve como um dos principais parâmetros para monitorar o fenômeno, registrou uma anomalia média de 1,5°C entre maio e julho de 2026, com um aumento que chegou a 2°C acima da média em julho.
Nos meses subsequentes, as anomalias de temperatura continuaram a subir, alcançando valores entre 2,2°C e 2,6°C acima do normal entre o final de julho e meados de agosto. Além disso, em determinadas regiões abaixo da superfície do Pacífico, as temperaturas ultrapassaram 8°C em relação à média. Esse grande volume de água aquecida representa uma reserva de energia que pode contribuir para a manutenção e o fortalecimento do fenômeno.
O pico do Super El Niño é esperado para o final de 2026, especialmente No Paraná, onde a combinação de um fenômeno muito forte, chuvas acima da média e um aumento na frequência de tempestades requer atenção redobrada. Contudo, os impactos não serão uniformes em todas as regiões, pois a intensidade dos eventos climáticos depende de diversos fatores, como a época do ano, a localização geográfica e a interação do El Niño com outros sistemas oceânicos e atmosféricos, incluindo as condições nos oceanos Atlântico e Índico.
As previsões indicam que o Super El Niño continuará a ser um dos principais influenciadores do clima nos próximos meses, com sua fase mais intensa sendo esperada até o final de 2026 e efeitos que devem se estender pelo menos até o primeiro trimestre de 2027. O acompanhamento contínuo das previsões meteorológicas será crucial, já que eventos climáticos extremos podem ser determinados por sistemas como frentes frias e áreas de baixa pressão, além dos corredores de umidade presentes na região.
Com informações gmconline.com.br




