Três jogos, nove pontos e muita cobrança: Moisés Egert precisa provar que é o treinador certo para o Maringá

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Moisés Egert: até quando a torcida vai precisar acreditar?

Era para ser um domingo feliz no WD. O Maringá precisava vencer, a torcida fez sua parte e o sonho da classificação para a próxima fase da Série C continuava vivo.

Não aconteceu.

E antes que alguém diga que faltou entrega, não faltou. O time tentou até o último minuto, correu, brigou e buscou o resultado. Só que futebol não vive de boa intenção. Vive de resultado.

E é justamente aí que Moisés Egert precisa começar a responder.

Desde que chegou ao Maringá, o treinador ainda não conseguiu convencer boa parte da torcida de que é o homem capaz de conduzir o Dogão ao próximo passo.

E o relógio está correndo.

Faltam três rodadas. Nove pontos em disputa. Nove.

É agora ou nunca.

Só que, em uma partida em que o Maringá precisava desesperadamente da vitória, a escalação de Moisés novamente levantou dúvidas. Algumas escolhas ninguém esperava. As mudanças demoraram. E quando o time precisava de uma sacudida no jogo, a arquibancada começou a olhar para o banco tentando descobrir onde estava a solução.

Não encontrou.

Encontrou foi um velho conhecido do futebol brasileiro:

“Burro!”

O grito veio da arquibancada.

E não adianta fingir que não ouviu.

Moisés ouviu.

A torcida também está cansada de precisar acreditar que “no próximo jogo vai”. Que “a equipe está evoluindo”. Que “o trabalho vai aparecer”.

A pergunta agora é simples:

quando?

Porque não estamos falando do início da temporada. Não estamos falando de um projeto que ainda precisa de tempo. Estamos falando das três últimas rodadas de uma competição em que cada ponto vale ouro.

Moisés Egert não precisa mais convencer a imprensa.

Não precisa convencer comentarista.

Precisa convencer o torcedor.

E, para isso, não existe coletiva bonita, explicação tática ou discurso pós-jogo.

Existe resultado.

O Maringá ainda tem nove pontos para disputar. Ainda existe caminho para a classificação. O time ainda está vivo.

Mas Moisés também precisa mostrar que está vivo no comando.

Porque a torcida do Dogão pode até perdoar um empate, uma derrota ou uma partida ruim.

O que ela não vai perdoar é terminar a Série C com a sensação de que o time poderia ter ido mais longe se o treinador tivesse ousado quando precisava ousar.

Três jogos.

Nove pontos.

E uma pergunta que começa a ficar cada vez mais difícil de escapar:

Moisés Egert é realmente o treinador para levar o Maringá onde a torcida quer chegar?

Agora, meu amigo, não tem mais discurso.

É bola na rede. É vitória. É classificação.

Ou a conta chega.

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